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Seria possível que o homem há 15 ou 20 anos atrás pensasse em tecnologia ou comunicação digital ?  A primeira tarefa diária do ser humano mega moderno é acionar o computador.  Sim,  você aciona a tecla power onde quer que esteja: ao chegar na empresa em que trabalha, ou mesmo, ao sair do banho, em casa, você olha para o laptop, pega uma xícara de café, uma fruta ou algo que poupe esforço de concentração e sentado, confortavelmente, na frente do computador, inicia um novíssimo dia na era digital. E a gama infinita de informações exige um cérebro rápido para processá-la…

Bem, digamos que você não tem laptop, mas tem um celular com conexão a internet, banda larga, ou, ups!!! seu celular foi esquecido em algum lugar, mas, como a tecnologia persegue você o tempo todo, você dispõe do PALM para conectar-se com o mundo e o mundo interagir contigo e com outros bilhões de seres. Esqueceu o PALM e ele se encontra descarregado ? Não se abale:  a salvação encontra-se na rua em frente: uma lanhouse. Enfim minha comunicação digital será efetuada com êxito !!

A Revolução Tecnológica, digital, informatizou a sociedade e agilizou a comunicação, democratizando as  informações. Os monges escribas, raríssimos  instruídos da Idade Média, revoltariam-se com tamanho alcance que a informação hoje dispõe. O antes ilimitado conhecimento abriu um janela para o horizonte do conhecimento e saber para muitos. Quer saber ?  bilhões, trilhões. A tecnologia digital permitiu essa proeza de ser veloz e interativa em um curtíssimo espaço de tempo.

Se estivêssemos no século passado, imagino o que seria a primeira ação do dia de um ser humano: ler um jornal ? ligar o rádio ? conversar com o barbeiro ? caminhar até a confeitaria e discutir com os literatos da época ? A comunicação oral, a pioneira, de pessoa a pessoa propiciava a ação naquele tempo / espaço. A mensagem com significado próprio passava a ser interpretada de formas diferentes. Cada emissor dentro de seu contexto, em tempo e interpretação diferentes.  E a discussão no café da manhã ou no ambiente de trabalho de um cidadão do século XXI ? Os temas são globais:  a eliminação de um “personagem” de um programa de bisbilhotagem.  O final da novela do horário nobre ou o sequestro, as inundações, as mortes arrebatadoras, enfim matérias sensacionalistas e tendenciosas expostas em noticiários de grande popularidade.  As revistas de fofocas e seus protagonistas. Temas  da comunicação de massa que é uma teia que se expande e tem alto poder de penetração. Homogeniza e globaliza por meio de um emissor para múltiplos receptores, um sentido único com um certo ”totalitarismo” no ar. Como você se sentiria sem adquirir aquele CD com o tema da novela ?  Como você se comporta diante da moda lançada pelas novelas ?

A comunicação digital permitiu até discutirmos as relações amorosas: você não tem namorado ? pesquisa no site de relacionamento, cadastre-se, procure uma sala de bate-papo, mas você pode ser vítima da traição virtual. Traição não à moda Machadiana, em que a dissertação do jornalista Machado de Assis nos leva à uma questão ambígua se houve ou não a traição de Capitu. Você, de frente ao seu micro, teclando está exposta a perigos da rede (hackers, pedófilos, assassinos, golpes infinitos). Na comunicação digital há vários emissores para múltiplos receptores, todos com todos, fluxo grande de interatividade, um universo mais flexível baseado em um tecnologia. O ser humano desvinculou a mensagem do sujeito que a criou, ela irá se apropriando de forma própria, sendo interpretada de diversas maneiras, levando-se em conta a formação cultural e social do indivíduo, da época em que ele está inserido.

Contudo, temos que levar à discussão a exclusão digital e conduzir o debate para conseguir softwares livres, maiores centros de informatização patrocinados pelos Governos Estaduais, Municipais e Federais, disseminação de notebooks pelas escolas públicas e microcomputadores para centros comunitários. Na Europa existe a campanha CRIS - Comunication Rights in Information Society (Direito à Comunicação na Sociedade da Informação), que atualmente amplia-se para a Ásia, América do Norte e América do Sul, já está estruturada também na Colômbia, Bolívia e Brasil (conforme informação do site wikipedia). Se a tecnologia digital abraça tantos, se a palavra tem poder inenarrável,  não devemos nos esquecer daqueles que não podem ser distinguidos com essa cidadania virtual.

Finalizando esse artigo e ratificando a importância da comunicação digital: por meio de uma informação enviada por e-mail, criei meu blog, postei  meu artigo,  e assim em pleno dia de sol, diante das discussões em torno da crise econômica dos países desenvolvidos, estou conectada para muita informação digital.

Não se assustem com o título deste artigo, pois já é realidade.

Você se utiliza do seu aparelho celular para as ligações, ouvir rádio, navegar na internet, desenvolver planilhas, fotografar, agendar compromissos, enviar torpedos ? Isso está ultrapassado.

 

Acostume-se aos novos atrativos do seu mobile. A exemplo da Estônia. O voto eleitoral dos cidadãos da Estônia será, por meio de um celular, em 2011, e transformará a Estônia no primeiro país a utilizar a comunicação digital wireless no sistema de votação.Veja a matéria do link  http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=1&id_conteudo=12289.

Celular 3G ou 4 G ?? Não. It’s old-fashioned. A NTT Com , empresa japonesa, está em fase de testes de um celular de fragrância, que funcionará com download de aromas por meio de um infravermelho que envia um playlist de 16 essências. Enviado a um outro aparelho o equipamento libera as fragrâncias (Fonte: G1.globo.com).

 

E se pelas pesquisas um brasileiro fala em média 80 minutos por mês no celular, se o nosso país está no ranking ocupando a sexta posição de maior mercado de celulares do mundo, perdendo somente para China, EUA, Rússia, Índia e Japão, porque ele também não pode beijar? Ele promete reproduzir até a sucção, a temperatura e os movimentos, aliás fatores predominantemente primordiais no osculo humano. Observe pelo site http://www.proinvention.com.

 kissphone-koussouros

Quem poderia imaginar, não é Sr. Martin Cooper, gerente geral da divisão de sistemas da Motorola (New York City)  que realizou a primeira ligação de um telefone celular em 03 de abril de 1973, que um simples  aparelho wireless nos proporcionaria tamanhos prazeres ?

Curiosidades extraídas dos blogs:

  • São necessários 315 megawatts/hora para carregar simultaneamente os 100 milhões de celulares brasileiros. Tal quantidade de energia é suficiente para abastecer 1260 residências por mês, habitadas por 5600 pessoas.
  • Entre os brasileiros, 21% preferem perder a carteira, os cartões de crédito ou a aliança de casamento a ficar sem o celular.
  • Os telefones celulares estão cada vez mais leves e finos, mas, empilhados, os equipamentos em uso no Brasil teriam o peso equivalente ao de 1587 elefantes adultos e 1 filhote!
  • No Brasil, 8 em cada 10 donos de celular o usam como despertador. 60% dizem que o telefone móvel já tomou o lugar da agenda eletrônica. Para 58% dos usuários, o celular é o primeiro relógio consultado. Para 21%, o equipamento móvel já desbancou a câmera digital.
  • Nos últimos 5 anos, 2 linhas e 4 telefones móveis foram vendidos a cada 5 segundos no Brasil.
  • 6 em cada 10 donos de linhas de celular têm renda mensal de até R$ 480,00. Isso faz do telefone móvel um dos eletrônicos mais difundidos entre as pessoas de baixa renda no Brasil.
  • Os pré-pagos dominam 80% do mercado nacional. A média mundial é de 60%.
  • Metade dos usuários de celular no Brasil tem entre 14 e 30 anos. Apenas 1 em cada 10 completou 51 anos ou mais.
  • 8 em cada 10 entrevistados em uma pesquisa realizada pelo Yankee Group no Brasil haviam trocado de celular ao menos uma vez ao ano. Destes, 43% trocaram quatro vezes de aparelho no mesmo período.
  • Mais de 3 bilhões de mensagens de texto (SMS) foram trocadas por brasileiros em 2005. É o equivalente a 17 para cada habitante. No mundo, esse número foi de 936 bilhões (156 para cada terráqueo). Em 2010, o total de mensagens desse tipo deve chegar a 2,3 trilhões.

Observem a notícia abaixo, veiculada em julho de 2008, no site www.tecnologia.terra.com.br:

“Papa usa “internetês” para enviar SMS a jovens

O Papa Bento XVI tem env uma mensagem de cel por dia aos jovens kê, na Austrália, participam da Jornada Mundial da Juventude. As mensagens são escritas usando o “internetês“, a linguagem utilizada pelos jovens para enviar SMS e em pgms de comunicação instantânea na web.

“Jovens amigos, Deus e seu povo esperam mt de vcs, pq vcs receberam o presente supremo do Pai: o Espírito de Jesus – BXVI”, diz a primeira mensagem, usando vcs para abreviar a palavra vcs.

De acordo com informações da Agência Ansa, as SMSs do Papa são enviadas aos jovens que, no momento da inscrição do evento, manifestaram interesse em recebê-las.”

 

Agora, observe esta frase que estava “pendurada” na porta da geladeira de ksa: “Mãe. Kd meu caderno novo? Vc naum esqueceu.   Td de bom p vc. Xau, bjs”

 

 

A linguagem oral e iscrita estabelece linhas de tempo. Nos ans 60, a onda hippie navegava por termos como Barra (= Difícil), Bicho (= Amigo); Bicho Grilo (=Alguem Mal vestido); Bode (= Confusão); Capanga (= Bolsa); Dar o cano (= quebrar compromissos); Eu “tô” que “tô”  (=Eu Estou bem); Fazer a cabeça (= Conquistar); Goiaba (= Bobo); Jóia (= Tudo bem); Podes crer (= Acredite); Repeteco (= Repetição). E vc certamente usou, ouviu ou leu em algum lugar uma dessas palavras com a tranquilidade kê a língua exigia. Era o movimento da liberdade de expressão e da contracultura.

 

Atualmente, a comunicação digital estah revolucionando novamente: há 15 milhões de usuários troukando 500 milhões de mensagens por dia por meio do MSN e pelos results do Ibope/Net Ratings divulgados em janeiro, o internauta brasileiro é o campeão mundial de navegação. Diante desse quadro, a língua está novamente passando por uma revolução. Há uma transformação linguística kê tem como causa a internet. Estamos diante do internetês. Linguagem difundida por meio dos chats, da internet, das salas de bate-papo, do ICQ, enfim todo conteúdo kê for “empurrado” pelas fibras óticas da objetividade, da rapidez eh da criatividade.

O mundo dos adolescentes eh o “teklar”. Essas abreviaturas e essa linguagem decodificadas em sbls e abreviações são muito particulares do mundo dakeles kê vivem teklando. E por isso eles naum devem transpor do micro, nem migrar para as escolas essa irreverência, principalmente no dia-a-dia do estudante eh nem tampouco kê comprometa àkela tb exigida no mundo corporativo.

Há uma regra na língua portuguesa de kê somente escreveremos bm, se lermos mt. Há pesquisas comprovando que os jovens naum lêem o suficiente para atender sua demanda de redações, qtões narrativas em provas, etc. Portanto, o jovem naum obstante reduzir seu conhecimento da língua, pode ser conduzido a erros gramaticais.

Vc pod fkar s intendê mta coisa ? Exst expressões assim kê já foram tema de redações escolares.

 Axo que a língua será distorcida toda vez kê for passada para uma redação ou um texto formal. Naum bastassem as abreviaturas, exst tb os emoticons, desenhos com as próprios símbolos do teclado para expressar diferentes emoções.

 

Etc. A mensagem que intitula este artigo eh um e-mail-resposta de minha filha a uma nota escolar da pr de matemática. Pelos adjs abreviados, era um êxtase de alegr misturado com euforia diante de um resultado que significou muita luta e suor. Enfim, traduzindo: ela foi muitíssimo bm….

 

Blz, t+! A gtn se fla por aki. Bjaum…. Kkkkkkkk

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Você sabe a quem devemos agradecer a leitura prazerosa do nosso jornal matinal ? A “Johannes Guttenberg” , inventor alemão, que desde cedo teve uma forte inclinação para leitura de livros escritos por monges ou escribas eruditos.   Johannes Guttemberg foi o inventor dos tipos móveis, de chumbo, reutilizáveis, superando os de madeiras, destinados a publicações, livros, enfim todo material que pudesse ser impresso. O primeiro livro “ impresso” de Guttemberg foi a Bíblia, o qual tornou-se símbolo da produção em  massa de livros.

biblia (extraído do site wikipédia)

Porém, Guttemberg,  na efervescência digital deste nosso século, decretaria o fim do jornal impresso,  sua revolucionária invenção ? Sim. O jornal impresso está tragado pela onda da comunicação digital, engolido pelos acessos gratuitos e disseminado pela rede. Imaginem Guttemberg, trajando  Ermenegildo Zegna, no amanhecer de um esplêndido dia de verão, a caminho de seu escritório. Power no laptop e acesso ao jornal digital de sua preferência.  Ele manifestaria satisfação ao sentir-se  atualizado, plugado logo no início da manhã.

Qualquer ser humano tecnologicamente moderno se renderia a um dia de cidadão da era digital, acostumado com as vantagens do “acesse aqui” de inúmeros sites jornalísticos.  Mas, e o jornal impresso ? existe espaço para ele ? As mídias em geral vivenciaram esse questionamento, ou seja, o da “perpetuação da espécie”, durante o avançar dos anos. Houve sempre a questão dúbia de ”perpetuar ou perecer”. E assim aconteceu com a primeira transmissão de TV: era o fim do rádio ? Não, não foi. Ao contrário do que a maioria pregava, o rádio sobreviveu e acima de tudo, aperfeiçoou-se e graças à high tecnology alçou voos além do esperado. Dos carros,  as ondas eletromagnéticas desceram  pelos fones dos walkmans, popularizam-se no celular, e navegam com jovens em seus  MP3,  MP4,  internet, enfim, de roupagem nova, modernizaram-se e incrementarem-se.  As companhias jornalísticas para incrementarem os jornais impressos necessitam de investimentos os quais exigem retorno financeiro. Todos aguardam ganhos, também, da publicidade e propaganda, que no caso da internet não são tão lucrativos como nos impressos. The world is money. The time is money. E neste caso money é interativo.

O jornal digital pela penetração que a mídia digital oferece, o fluxo de informações, e principalmente o acesso gratuito são grandes implicadores da morte súbita do jornal impresso. Você ter a opção de ficar online com repórteres ou acessar sites relacionados com a matéria em questão são definitivamente atrativos. Em contrapartida, existem pontos a serem repensados: públicos online são nacionais, portanto as notícias não devem ser locais. A veracidade das informações: elas surgem de diferentes fontes e formatos, podendo haver distorções que podem comprometer a confiabilidade. As matérias devem ser analisadas com mais profundidade. A leitura da publicação digital na internet é demorada, pois depende da velocidade de conexão, etc. São questões que não mergulham a ideia da perpetuação do jornal digital.

Guttemberg nos acompanhou até o final da matéria e me questionou:  Mas no ar, não se sente aquela nostalgia do jornal impresso ? Sentiremos saudades do entregador de madrugada “arremessando” o jornal contra o portão. Saudades do glamour do sofá confortável que nos abriga na leitura diária e principalmente em abrirmos um exemplar do jornal e passearmos as mãos pelas folhas, entregues àquele poder que somente os jornais têm. Sentiremos ? Não, Guttemberg, as teclas acionam que não…

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