Você sabe a quem devemos agradecer a leitura prazerosa do nosso jornal matinal ? A “Johannes Guttenberg” , inventor alemão, que desde cedo teve uma forte inclinação para leitura de livros escritos por monges ou escribas eruditos. Johannes Guttemberg foi o inventor dos tipos móveis, de chumbo, reutilizáveis, superando os de madeiras, destinados a publicações, livros, enfim todo material que pudesse ser impresso. O primeiro livro “ impresso” de Guttemberg foi a Bíblia, o qual tornou-se símbolo da produção em massa de livros.
(extraído do site wikipédia)
Porém, Guttemberg, na efervescência digital deste nosso século, decretaria o fim do jornal impresso, sua revolucionária invenção ? Sim. O jornal impresso está tragado pela onda da comunicação digital, engolido pelos acessos gratuitos e disseminado pela rede. Imaginem Guttemberg, trajando Ermenegildo Zegna, no amanhecer de um esplêndido dia de verão, a caminho de seu escritório. Power no laptop e acesso ao jornal digital de sua preferência. Ele manifestaria satisfação ao sentir-se atualizado, plugado logo no início da manhã.
Qualquer ser humano tecnologicamente moderno se renderia a um dia de cidadão da era digital, acostumado com as vantagens do “acesse aqui” de inúmeros sites jornalísticos. Mas, e o jornal impresso ? existe espaço para ele ? As mídias em geral vivenciaram esse questionamento, ou seja, o da “perpetuação da espécie”, durante o avançar dos anos. Houve sempre a questão dúbia de ”perpetuar ou perecer”. E assim aconteceu com a primeira transmissão de TV: era o fim do rádio ? Não, não foi. Ao contrário do que a maioria pregava, o rádio sobreviveu e acima de tudo, aperfeiçoou-se e graças à high tecnology alçou voos além do esperado. Dos carros, as ondas eletromagnéticas desceram pelos fones dos walkmans, popularizam-se no celular, e navegam com jovens em seus MP3, MP4, internet, enfim, de roupagem nova, modernizaram-se e incrementarem-se. As companhias jornalísticas para incrementarem os jornais impressos necessitam de investimentos os quais exigem retorno financeiro. Todos aguardam ganhos, também, da publicidade e propaganda, que no caso da internet não são tão lucrativos como nos impressos. The world is money. The time is money. E neste caso money é interativo.
O jornal digital pela penetração que a mídia digital oferece, o fluxo de informações, e principalmente o acesso gratuito são grandes implicadores da morte súbita do jornal impresso. Você ter a opção de ficar online com repórteres ou acessar sites relacionados com a matéria em questão são definitivamente atrativos. Em contrapartida, existem pontos a serem repensados: públicos online são nacionais, portanto as notícias não devem ser locais. A veracidade das informações: elas surgem de diferentes fontes e formatos, podendo haver distorções que podem comprometer a confiabilidade. As matérias devem ser analisadas com mais profundidade. A leitura da publicação digital na internet é demorada, pois depende da velocidade de conexão, etc. São questões que não mergulham a ideia da perpetuação do jornal digital.
Guttemberg nos acompanhou até o final da matéria e me questionou: Mas no ar, não se sente aquela nostalgia do jornal impresso ? Sentiremos saudades do entregador de madrugada “arremessando” o jornal contra o portão. Saudades do glamour do sofá confortável que nos abriga na leitura diária e principalmente em abrirmos um exemplar do jornal e passearmos as mãos pelas folhas, entregues àquele poder que somente os jornais têm. Sentiremos ? Não, Guttemberg, as teclas acionam que não…
Olá Cris! Adorei esse texto e principalmnte da interaçao com Guttemberg rsrsrs.
Muito criativo.
O Blog está M A R A V I L H O S O !!!!!!!!!!!!!!!
BJS.
Maria.
Cris,
Na minha opinião, o jornal está fadado a “morrer” há um tempão, assim como o rádio, porém ambos estão aí, firmes e fortes.
Não creio que o bom e velho jornal irá ter o mesmo fim das fitas k7 ou do disco de vinil, que está voltando com muita força para os amantes não só da música mas da qualidade do vinil e do atrito da agulha.
Nosso velho jornal está inovando a cada dia e, ainda há aqueles que não o dispensam por nada, adoram aquele cheiro característico, pois nós, latino americanos temos um grande apego com o aroma.
O jornal me lembra muito minha infância, em férias na casa de meus avós no sul de Minhas Gerais, quando o jornaleiro entregava o encarte na porta de casa, o cheiro de café passado no coador já tomava a casa e era como um despertador para os netos, assim como a leiteira que apitava quando o leite estava para ferver.
Hoje o nosso jornal ainda tem muitas promoções, encartes voltados a públicos específicos, alguns trazem até coleções de CDs, etc.
Com toda essa inovação e persistência, você também acha que ele está fadado a acabar?
Acho que não, senão como receberíamos aquele anúncios de página inteira daquele apartamento com 5 suítes que acabou de lançar???
Olá Cris,
por mais incrivel que possa parecer, minha opinião é que alguns antigos hábitos prevalescerão.
O primeiro exemplo é o rádio, de excelente utilidade para você informar-se ou mesmo para curtir suas músicas preferidas enquanto dirige. Você nada mais pode fazer enquanto dirige, não é verdade ?
O segundo exemplo é o jornal. Faz pouco tempo em uma reunião com o pessoal da Abril cultural, perguntei sobre o fim do jornal físico e não existe esta previsão. Nos países desenvolvidos como EEUU, jornal esta disponível em alojamentos espalhados pelas ruas, basta você colocar uma moeda e retirar o seu.
Luiz Vagner Raghi
Oi Cris,
Adorei tudo que você escreveu e consegui sentir muito prazer nas situações, principalmente quando se fala de Gutenberg. Acredito que vivemos hoje a destruição criativa do suporte de comunicação, os jornais e toda a mídia impressa vêm se reinventando e ocupando seu espaço nas mais diversas formas de necessidade do nosso mundo. Considero-me um elemento que vive esta mudança intensamente; trabalhei no Y2K, me lembro que passei o ano novo literalmente em cima de um banco de dados e criando contingências operacionais para um grande jornal de São Paulo. Atualmente vivo esta velocidade e necessidade de interação eletrônica, procuro meu laptop antes da escovar de dentes, fico o tempo todo com um Iphone e um rádio de comunicação, respondo meus e-mails de todo e qualquer lugar onde se é educado e seguro faze-lo, mas leio, pelo meio físico, pelo menos 4 jornais impressos diariamente (pelo menos as manchetes) e não troco uma boa xícara de café acompanhada de um livro. Não imagino o mundo sem os WIKIs. É isso.
Eng. José Gonçalves de Faria Filho
Olá Cris,
Você leva jeito pro negócio, artigos inteligentes que efetivamente transcreve a nossa realidade.
Acredito que nós, seres mortais, vamos longe……muito longe, é preciso ter empenho, interesse, versatilidade, persistência, e isso você tem de sobra!!!!!
PARABÉNS!!!
KÁTIA PALARO