“Viver é a coisa mais, rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”
Oscar Wilde, escritor irlandês. Eu existo em um mundo onde a ignorância supera a inteligência e onde o carro do ano vale mais do que se traz no coração. Se defeito é ter virtude e seriedade, então estou repleta deles. Sou mãe e essa responsabilidade me condena a preocupação eterna, a noites de sono em claro, à paciência e doutrinação. Minha filha herda de mim a busca constante de conhecimento e cultura. Ela é meu sorriso perpétuo e a alegria que preenche qualquer lacuna.
Meus pais rumam meus pensamentos para a frase do filósofo Diógenes que dispensou todas as convenções sociais e a ostentação dos poderosos “Lembra-te que és humano”, e a partir dessa máxima conheço os limites do próximo, mas peço que respeitem os meus. A seriedade e a educação que me formaram impedem-me de aceitar mau caratismo, maledicências alheias e dedo em riste. A pobreza não está nos bolsos, mas na alma dos desavisados. Viver com intensidade é um dever.